Levo a “cabra” ou a bike de estrada? Esta é uma das questões que muitos triatletas colocam quando tem que escolher que bicicleta levam para um determinada prova. Para aqueles menos familiarizados com esta linguagem esclarecemos que “cabra” é o termo utilizado para nos referirmos ás bicicletas especificas de triatlo / contra-relógio. Nas provas de triatlo longo, estas bicicletas são as mais usadas pois são provas onde não é permitido aos triatletas andarem em grupo (andar na roda), tendo que deixar uma distância estipulada do atleta que segue na sua frente. Assim torna-se muito importante para os atletas terem bicicletas que optimizem as posições mais aerodinâmicas e que provoquem a menor resistência ao ar, possível de modo a conseguirmos melhores performances e com o mínimo de esforço aplicado. Até aqui tudo parece claro. No entanto, a questão torna-se mais complicada quando o percurso do ciclismo tem desnível positivo acentuado. Como as bicicletas de contra-relógio são em geral mais pesadas do que as de estrada ditas “normais” muitos atletas equacionam se vale a pena utilizarem este tipo de bikes. Para além disso a posição que um ciclista usa numa subida não é nem de longe nem de perto a que usa quando está a rolar a 40 km/hora ou mais. Ora, as bicicletas de contra relógio está optimizadas para termos uma posição “aero” e não para posições ideais de subida. Perante isto torna-se essencial ao atleta contabilizar possíveis perdas  nas subidas quando utiliza a bicicleta de contra-relógio vs os ganhos obtidos por usar essa mesma bicicleta em terreno plano ou pouco inclinado.

Partilhamos este video onde é realizado um teste na mesma subida com duas bicicletas diferentes, uma de estrada e outra de contra-relógio. Os resultados são surpreendentes… ou não. tira as tuas conclusões.

Bons treinos.